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  • 10 de dezembro, 2018

    Inovação no tratamento de água é inspirada em criatura marinha

    Inovação no tratamento de água é inspirada em criatura marinha

     A Actinia (esquerda), a nanoestrutura do coagulante (centro) e a coisa real (direita). [Imagem: Huazhang Zhao/Jinwei Liu et al. – 10.1038/s41565-018-0307-8]

     
    Biomimetismo
     

     Inspirados na Actinia, um organismo marinho que envolve sua presa com tentáculos, pesquisadores dos EUA e da China desenvolveram um método que torna o tratamento de água mais eficiente e mais barato.

     Ao remover uma ampla gama de contaminantes em uma única etapa, a descoberta promete melhorar significativamente o uso de coagulantes Leia mais >

  • 03 de dezembro, 2018

    Chesf inicia estudo com painéis solares em reservatório de Sobradinho

    Sobradinho-BA, 28/11/2018Usina Fotovoltaica Flutuante, da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Foto: Saulo Cruz/MME

    Fonte: Saulo Cruz

     Além dos múltiplus usos já tradicionais, como abastecimento urbano, geração hidrelétrica, irrigação, navegação, lazer e piscicultura, as águas verdes do Rio São Francisco agora também abrigam uma Usina Solar Fotovoltaica Flutuante, que transforma a luz solar em energia elétrica.A planta piloto de painéis solares foi instalada pela Chesf Leia mais >

  • 26 de novembro, 2018

    Brasil tem matriz energética menos poluente entre as grandes economias

    País é “estrela ascendente no uso sustentável da energia”, diz AIE

    Energia renovável no Brasil: Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), regulamentada este ano, fortalecerá as bases econômicas da produção de biocombustíveis (Adriano Machado/Getty Images)

     

     O Brasil é o país que apresenta a matriz energética menos poluente entre os grandes consumidores globais de energia, sendo a nação com maior participação de fontes renováveis, mostra o Relatório sobre Mercado de Energias Renováveis 2018 da Agência Internacional de Energia (AIE).

     Segundo o estudo, o país deverá somar quase 45% de fontes renováveis no consumo final de energia em 2023, principalmente em função da bionergia nos transportes e na indústria e da hidroeletricidade, no setor elétrico. Atualmente, esse percentual corresponde a cerca de 43%.

     

    Heymi Bahar, analista de mercados de energias renováveis da Agência Internacional de Energia (AIE), durante lançamento da edição 2018 do Relatório sobre o Mercado de Energias Renováveis, no Palácio do Itamaraty.

    Representante da AIE, Heymi Bahar, diz que Brasil é exemplo para outros países – Marcelo Camargo/Agência Brasil

     

     Para o diretor executivo da AIE, Faith Birol, o Brasil é “a estrela ascendente no uso sustentável da energia”. “A enorme parcela de renováveis na matriz energética brasileira é uma fonte de inspiração para muitos países em todo o mundo. A ênfase que o governo brasileiro tem colocado nas energias sustentáveis é única”, disse Birol, em mensagem enviada para o lançamento do relatório no Brasil no Palácio Itamaraty.

     O analista de Mercados de Energias Renováveis da AIE, Heymi Bahar, também destacou a liderança do Brasil na energia renovável. “Queremos que outros países sigam os passos do Brasil na questão dos renováveis para cumprir os compromissos do Acordo de Paris [sobre mudanças climáticas]. O país tem muito a mostrar ao mundo”, disse Bahar, um dos principais autores do documento.

     O relatório indica que o ano de 2020 será “crucial” para as políticas de biocombustíveis ao redor do mundo pois entrará em vigor na China a mistura obrigatória de 10% de etanol à gasolina. Além disso, no Brasil, prevê-se que a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), regulamentada este ano, fortalecerá as bases econômicas da produção de biocombustíveis, acelerando os investimentos em nova capacidade instalada e na produção de usinas existentes. Ainda segundo o estudo, até 2020, a política de biocombustíveis recentemente anunciada na Índia também deverá resultar em aumento da produção.

     De acordo com o levantamento, a bioenergia moderna (etanol, biodiesel) representou 50% do consumo energético global oriundo de fontes renováveis no ano passado, quatro vezes mais que as fontes solar fotovoltaica e eólica combinadas. Em 2023, segundo a projeção da AIE, a bioenergia deverá permanecer como a principal fonte de energia renovável, “embora sua participação proporcional deva diminuir ligeiramente, devido à expectativa de aceleração da expansão das fontes eólica e solar fotovoltaica no setor elétrico”.

     O relatório projeta que a participação de fontes renováveis na demanda energética global deverá aumentar para 12,4% em 2023, um quinto a mais que no período 2012-2017, e que as energias renováveis vão responder por cerca de 40% do crescimento do consumo energético mundial projetado para os próximos cinco anos.

     

    O embaixador José Antônio Marcondes, durante lançamento da edição 2018 do Relatório sobre o Mercado de Energias Renováveis, no Palácio do Itamaraty.

    Brasil fez as escolhas corretas, diz o embaixador José Antônio Marcondes – Marcelo Camargo/Agência Brasil

     

     O subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia, Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores, embaixador José Antonio Marcondes, destacou a importância da plataforma para o Biofuturo, iniciativa multilateral de 20 países para promoção da bioeconomia sustentável de baixo carbono, concebida pelo governo brasileiro e lançada em 2016.

     Marcondes disse que a iniciativa multilateral já contribui para estimular mudanças positivas em vários países, como na China, que anunciou recentemente plano de implementar a política nacional de mistura de etanol; no Canadá, onde está em elaboração um plano que “será exemplo de política sofisticada de redução de carbono na matriz de transportes”, e na Índia, que manifestou interesse em investir em biorrefinarias avançadas.

     “O relatório mostra que o Brasil fez escolhas corretas, com políticas de estímulo ao uso do biocombustível, que tem expressões no plano interno, com a RenovaBio, e no plano externo, na plataforma do Biofuturo, na qual o Brasil exerce papel de liderança”, disse o embaixador.

     
    Fonte:Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil  

  • 19 de novembro, 2018

    Primeira etapa do acelerador Sirius está pronta

    O acelerador Sirius é uma fonte de luz síncrotron de terceira geração, com aplicações em diversas áreas do conhecimento, como nanobiologia, farmacologia, energia, microeletrônica, alimentos, materiais e paleontologia.[Imagem:  Infográfico: Juliane Monteiro, Igor Estrella e Rodrigo Cunha/G1]

    Aceleradores de elétrons
     

     Depois de seis anos de construção, está sendo entregue a primeira etapa do Sirius, o novo acelerador de elétrons do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).

     O acelerador Sirius é o maior projeto da ciência brasileira, uma infraestrutura de pesquisa de última geração, estratégica para a investigação científica de ponta em áreas como saúde, agricultura, energia e meio ambiente. Será um laboratório aberto, no qual as comunidades científica e industrial terão acesso às instalações de pesquisa.

     Até hoje, só há um outro equipamento comparável ao Sirius em operação, na Suécia.

     A instalação conta na verdade com três aceleradores de elétrons, que têm como função gerar um tipo especial de luz: a luz síncrotron. Essa luz de altíssimo brilho é capaz de revelar estruturas, em alta resolução, dos mais variados materiais orgânicos e inorgânicos, como proteínas, vírus, rochas, plantas, ligas metálicas e outros.

     
    Luz síncrotron
     

     Esta primeira etapa compreende a conclusão das obras civis e a entrega do prédio que abriga toda a infraestrutura de pesquisa, além da conclusão da montagem de dois dos três aceleradores de elétrons.

     O terceiro acelerador – e também o principal deles – está em processo de montagem.

     Todos os três aceleradores de elétrons foram projetados para permitir atualizações tecnológicas no futuro, o que prolongará sua vida útil.

     Para se obter luz síncrotron é necessário que feixes de elétrons com espessura 35 vezes menor que um fio de cabelo sejam acelerados e atinjam uma velocidade próxima à da luz. Esses elétrons, ditos relativísticos, viajam dentro de túneis de ultra-alto vácuo ao longo de uma circunferência de 518 metros, onde esses elétrons têm sua trajetória finamente guiada por mais de mil ímãs.

     Cada vez que esses elétrons são obrigados a mudar de trajetória pela força dos ímãs, eles emitem um tipo de luz especial, chamada luz síncrotron. Emitida em um feixe extremamente brilhante e concentrado, a luz síncrotron é dirigida à amostra que se deseja estudar, permitindo desvendar a estrutura do material em nível molecular.

     
    Linhas de luz
     

     A próxima etapa do projeto, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2019, inclui o início da operação do Sirius e a abertura das seis primeiras estações de pesquisa, denominadas “linhas de luz”. O projeto completo inclui outras sete estações de pesquisa, que deverão entrar em operação até 2021.

     O acelerador Sirius conta com um prédio de 68 mil metros quadrados (equivalente a um estádio de futebol). A necessidade de estabilidade e prevenção de vibrações demandou um piso constituído de uma única peça de concreto armado, de 90 cm de espessura e com precisão de nivelamento de menos de 10 milímetros. A temperatura na área dos aceleradores não poderá variar mais que 0,1 grau Celsius.

     Orçado em R$ 1,8 bilhão e financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC), o Sirius já recebeu até agora um aporte de cerca de R$ 1,12 bilhão.

     
    Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica –  13/11/2018

  • 12 de novembro, 2018

    Transformação do trabalho incluirá reinvenção dos empregos

    https://planetachatbot.com/caminando-hacia-la-industria-4-0-blockchain-ai-rob%C3%B3tica-y-iot-ca0f497e95d3

     

    Organização do trabalho

     

     Está em curso uma grande transformação na organização do trabalho. Mudanças referentes à chamada Quarta Revolução Industrial envolvem automação, robôs, análise de megadados e aprendizado de máquina.

     Nesse contexto, é preciso atentar para o saldo do desemprego crescente e a criação de postos de trabalho mais qualificados ou até novos padrões de trabalho.

     Esta foi a tônica da discussão sobre o futuro do trabalho realizada durante 7º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação, promovido pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). No evento, pesquisadores brasileiros e alemães discutiram novas tecnologias, processos de trabalho em empresas e a necessidade de aprendizado de novas habilidades.

     ”Existe uma relação entre inteligência artificial e seu impacto no mercado de trabalho. Por isso, o tema não só é discutido por cientistas, mas também por empresas e políticos. A questão é tão premente que alguns países estão criando Ministérios de Inteligência Artificial para lidar com as dificuldades que envolvem a transição no trabalho,” disse Luís da Cunha Lamb, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

     Lamb defende que é preciso incluir esses temas na educação e, principalmente – em tempos de inteligência artificial e aprendizado de máquina -, aprender a raciocinar. “Na minha opinião, não estamos educando as pessoas para trabalharem nesse mundo,” disse.

     

    Utopias e distopias

     

     Há visões pessimistas e algumas otimistas quanto ao futuro. De acordo com relatório do Fórum Econômico Mundial, publicado este ano, as máquinas farão mais tarefas do que os humanos já em 2025, mas a revolução dos robôs criará 58 milhões de novos empregos nos próximos cinco anos.

     ”Esses novos postos viriam a partir da adoção de novas tecnologias em empresas e na indústria, como uso e análise de big data, internet das coisas e aprendizado de máquina. Enquanto se perde de um lado, ganha-se com novas habilidades, e isso não necessariamente tem um saldo positivo,” disse Bernd Dworschak, pesquisador do Instituto Fraunhofer de Engenharia Industrial.

     Ainda de acordo com o relatório, a rápida evolução de robôs, máquinas e algoritmos no mercado de trabalho pode criar 133 milhões de novos postos de trabalho, enquanto outros 75 milhões perderão lugar até 2022.

     Essa mudança na organização do trabalho já passa a ser sentida nos empregos. “Na Alemanha, existe um só setor que está perdendo postos de trabalho, e não é a indústria, é o setor bancário e de seguros. A automatização desses serviços já está tomando empregos,” disse Joachim Möller, diretor do Instituto para a Pesquisa do Emprego da Alemanha (IAB).

     

    Organização do trabalho

     

     Outro participante do evento, Afonso Fleury, professor na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que a organização do trabalho se tornou mais complexa conforme o tempo foi passando.

     ”A escolha pela tecnologia é sempre interessante, mas não podemos esquecer que ela passa também pela criação de políticas industriais, de ciência e tecnologia. Enfim, é uma decisão que deve ser feita em cada país,” afirmou, acrescentando que a situação brasileira não serve como boa base para o enfrentamento da revolução 4.0. “No Brasil, temos algum avanço no setor agroindustrial e no de serviços, mas estamos enfrentando a desindustrialização, mas não necessariamente na indústria digital.”

     Estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicou que atualmente apenas 1,6% da indústria brasileira está na chamada indústria 4.0 – quando a produção é conectada por meio de tecnologias da informação integradas e processos inteligentes, com capacidade de subsidiar gestores com informações para tomada de decisão.

     No mesmo estudo, a chamada indústria 3.0 corresponde a 20,5%. Já as indústrias 2.0 e 1.0 correspondem a 39,1% e 38,7%, respectivamente.

     Segundo pesquisadores, no Brasil existem ainda dois entraves principais para a transição do trabalho: produtividade e qualidade educacional. “O Brasil tem um problema grave de baixa produtividade e baixa qualidade educacional. Como podemos pensar em robôs, máquinas e inteligência artificial?” disse Naércio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper.

     

    Fonte:

    Redação Inovação tecnológica – 08/11/2018

    Com informações da Agência Fapesp –  08/11/2018

  • 06 de novembro, 2018

    Programa Cidades Inovadoras: R$ 1 bilhão para inovação em municípios

    Fonte:http://ecoa.org.br/com-r-1-bilhao-programa-cidades-inovadoras-vai-modernizar-gestao-publica/

     
    Cidades Inovadoras
     

     O governo federal disponibilizará para o financiamento de projetos de inovação visando ao desenvolvimento das cidades brasileiras um aporte de R$ 1 bilhão por meio do programa Cidades Inovadoras.

     De acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o programa tem o objetivo de descentralizar, por meio de parceria com bancos de desenvolvimento, agências de fomento e outras instituições financeiras, os financiamentos de atividades de inovação e, dessa forma, expandir a atuação da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep).

     Quatro setores receberão apoio de forma prioritária: saneamento e recursos hídricos (tratamento, compostagem, aproveitamento de água de chuva); mobilidade urbana (sistemas de transporte e circulação visando à eficiência e redução de emissões); eficiência energética; e energias renováveis (tecnologias e sistemas para energias fotovoltaica, eólica e de biomassa).

     O foco do programa serão os agentes financeiros, que repassarão os recursos a prefeituras, governos estaduais e empresas de economia mista ou empresas privadas interessadas em desenvolver projetos de inovação que beneficiem suas áreas de influência, seja local ou regional.

     
    Investimento em inovação
     

     O presidente da Finep, Ronaldo Camargo, explicou que o financiamento de infraestruturas em geral é feito por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e que à Finep cabe financiar projetos que tragam inovação a essas infraestruturas e aos serviços fornecidos por elas.

     ”O que a Finep faz é inovação”, disse ele. “Por exemplo, há um projeto no Pará que busca controlar a perda de água. Com uma tecnologia inovadora será possível reduzir em 50% a água perdida. É esse tipo de projeto que a Finep tem condições de financiar.”

     ”São recursos grandes [volumosos], com baixo custo e carência de 2 a 5 anos, para serem pagos em um prazo que vai de 8 a 10 anos. O importante é que esse dinheiro estará disponível já no início da operação”, detalhou Camargo.

     Ele disse que financiamentos desse tipo levavam até mais de 300 dias para ser aprovados. “Agora durará entre 90 e 120 dias,” informou. A perspectiva da Finep é de que, no primeiro ano, sejam apresentados entre 200 e 300 projetos para análise.

     

    Fonte:

    Redação inovação tecnológica – 31/10/2018

    Com informações da Agência Brasil – 31/10/2018

  • 25 de outubro, 2018

    Baterias de lítio quase prontas para serem impressas

    Baterias de lítio fabricadas por impressão 3D

    A equipe testou o conceito construindo baterias em vários formatos. [Imagem: Christopher Reyes et al. – 10.1021/acsaem.8b00885]

     
    Bateria por impressão 3D
     

     A maioria das baterias de lítio no mercado vem em formas cilíndricas ou retangulares.

     Por isso, quando um fabricante está projetando um produto – como um telefone celular – é necessário dedicar um certo tamanho e forma à bateria, o que nem sempre permite uma otimização do espaço ou a liberdade de design que os projetistas gostam.

     A boa notícia é que está sendo desenvolvido um método para imprimir baterias de íons de lítio em 3D, permitindo que elas tenham praticamente qualquer formato.

     Teoricamente, as tecnologias de impressão 3D podem fabricar um dispositivo inteiro, incluindo a bateria e componentes estruturais e eletrônicos, em praticamente qualquer formato. Na prática, contudo, os polímeros usados para impressão 3D, como o poli-ácido lático (PLA), não são condutores iônicos, criando um grande obstáculo para a impressão de baterias.

     Christopher Reyes e seus colegas da Universidade Duke, nos EUA, conseguiram agora desenvolver um processo para imprimir baterias de íons de lítio completas e usando apenas uma impressora 3D barata.

     
    Condutividades elétrica e iônica
     

     Reyes aumentou a condutividade iônica do PLA infundindo o polímero com uma solução eletrolítica. Além disso, ele aumentou a condutividade elétrica da bateria, incorporando grafeno e nanotubos de carbono de paredes múltiplas no anodo e no catodo, respectivamente.

     Para demonstrar o potencial da bateria impressa, a equipe imprimiu uma pulseira de LEDs e óculos de LCD com baterias de íons de lítio integradas – eles fabricaram tanto baterias planares, quanto circulares, do tipo botão.

     Segundo Reyes, mantidas as devidas proporções volumétricas – a bateria impressa é muito fina -, a capacidade de sua primeira geração de baterias de lítio impressa em 3D é cerca de duas ordens de magnitude menor que a das baterias comerciais, o que ainda é muito baixo para um uso mais amplo.

     No entanto, ele afirma já ter várias ideias para aumentar a capacidade, como substituir os materiais baseados em PLA por polímeros imprimíveis em 3D.

     

    Fonte:  Redação do Site Inovação Tecnológica –  23/10/2018

     

    Bibliografia:

    Three-Dimensional Printing of a Complete Lithium Ion Battery with Fused Filament Fabrication
    Christopher Reyes, Rita Somogyi, Sibo Niu, Mutya A. Cruz, Feichen Yang, Matthew J. Catenacci, Christopher P. Rhodes, Benjamin J. Wiley
    Applied Energy Materials
    DOI: 10.1021/acsaem.8b00885

  • 22 de outubro, 2018

    Armazenamento de energia: Calor do verão é guardado para o inverno

    Armazenamento de energia: Calor do verão é guardado para o inverno

    O sistema funciona de forma circular – completamente livre de emissões e sem danificar as moléculas que transportam a energia.[Imagem: Yen Strandqvist]

     
    Bateria de calor
     

     Há alguns anos, um grupo da Universidade Chalmers de Tecnologia, na Suécia, vem trabalhando em uma substância capaz de armazenar energia solar durante anos.

     A substância é constituída por uma molécula de carbono, hidrogênio e nitrogênio, que apresenta a propriedade única de ser transformada em um isômero rico em energia – um isômero é uma molécula que consiste nos mesmos átomos, mas unidos de modo diferente.

     Este material pode ser isomerizado usando energia solar e então armazenado em tanques, para ser usado quando a energia for necessária – à noite ou no inverno, por exemplo. Sua forma líquida é ideal para uso em um sistema de energia solar que os pesquisadores batizaram de MOST (Molecular Solar Thermal Energy Storage: Armazenamento molecular de energia solar termal).

     A equipe agora anunciou grandes avanços no desenvolvimento da MOST, que é essencialmente uma versão da tecnologia conhecida como bateria de fluxo, neste caso voltada para o armazenamento do calor – existem outras voltadas para armazenar o vento.

     ”A energia neste isômero agora pode ser armazenada por até 18 anos. E quando vamos extrair a energia e usá-la, conseguimos um aumento que é bem maior do que ousávamos esperar,” disse o professor Kasper Moth Poulsen.

     
    Armazenar o calor
     

     Um dos melhoramentos envolveu o desenvolvimento de um catalisador para controlar a liberação da energia armazenada. O catalisador atua como um filtro, através do qual o líquido flui, criando uma reação que o aquece em 63 graus Celsius – se o líquido estiver armazenado a uma temperatura de 20° C, quando bombeado através do filtro ele sai pelo outro lado a 83° C. O calor então pode ser aproveitado para gerar energia, enquanto a molécula retorna à sua forma original, podendo ser reutilizada no sistema.

     Além disso, o sistema anteriormente dependia da adição de tolueno, um composto químico inflamável. Agora os pesquisadores descobriram uma maneira de remover o tolueno e usar apenas a molécula de armazenamento de energia.

     Juntos, estes avanços significam que o sistema de energia MOST agora funciona de maneira circular, sem depender da adição de componentes externos. Primeiro, o líquido captura energia da luz solar (calor) em um coletor termossolar no telhado de um prédio. Em seguida, ele é armazenado a temperatura ambiente, com perdas mínimas de energia.

     Quando a energia é necessária, o líquido pode ser sugado pelo catalisador, com o calor sendo então utilizado, por exemplo, em sistemas termovoltaicos, para geração de eletricidade, ou em sistemas de aquecimento. O líquido pode então ser enviado de volta para o telhado para recolher mais energia, sem emissões e sem danificar a molécula.

     Falta agora combinar todo esse processo em um sistema integrado pronto para uso.

     ”Ainda há muito a ser feito. Acabamos de fazer o sistema funcionar. Agora, precisamos garantir que tudo esteja idealmente projetado,” disse Poulsen.

     

    Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica –  17/10/2018

     

    Bibliografia:
    Macroscopic heat release in a molecular solar thermal energy storage system
    Zhihang Wang, Anna Roffeya, Raul Losantos, Anders Lennartsona, Martyn Jevrica, Anne U. Petersen, Maria Quant, Ambra Dreos, Xin Wen, Diego Sampedro, Karl Börjesson, Kasper Moth-Poulsen
    Energy & Environmental Science
    DOI: 10.1039/C8EE01011K

  • 16 de outubro, 2018

    Plástico 100% renovável, transparente e aguenta calor

    Bioplástico transparente e termicamente estável

    O bioplástico transparente é termicamente estável, podendo ser utilizado até dentro de compartimentos de motores. [Imagem: Frauhofer IGB]


     
    Hidrocarbonetos renováveis
     

     Engenheiros alemães estão desenvolvendo uma alternativa sustentável para a produção de plásticos de alto desempenho usando terpenos, que são hidrocarbonetos encontrados em madeira rica em resina.

     Na produção de celulose, quando a madeira é quebrada para separar as fibras de celulose, os terpenos são isolados em grandes quantidades, surgindo como um subproduto, o óleo de terebintina.

     Paul Stockmann e seus colegas do Instituto de Bioengenharia e Engenharia de Interfaces desenvolveram um método escalonável para a escala industrial que converte o óleo de terebintina em precursores dos plásticos conhecidos como poliamidas.

     As poliamidas desempenham um papel importante na fabricação de componentes estruturais de alta qualidade, pois não apenas são resistentes ao impacto e à abrasão, como também resistem a muitos produtos químicos e solventes. Hoje, as poliamidas são produzidas principalmente a partir de petróleo bruto – o petróleo também é um hidrocarboneto, apenas considerado não renovável.

     
    Poliamida “verde” e transparente
     

     O grande destaque da nova técnica é que a conversão é feita como uma sequência única em um único reator, conhecida como produção em batelada, o que dispensa a purificação dos produtos intermediários. Isto significa que não são necessários produtos químicos tóxicos ou ambientalmente perigosos para a síntese.

     ”Conseguimos isso selecionando cuidadosamente os catalisadores e as condições de reação – e isso economiza tempo e dinheiro,” disse Stockmann.

     ”Mesmo em escala de laboratório, nosso processo fornece mais de 100 gramas de monômero de lactama diastereomericamente pura por ciclo de produção. Esta quantidade é suficiente para investigações iniciais da produção e avaliação dos novos plásticos,” acrescentou.

     Mais interessante ainda, o produto final é amorfo porque o processo inibe a cristalização do polímero – em outras palavras, esse plástico de base vegetal é transparente, tornando-o interessante para uma série de aplicações economicamente interessantes, como óculos de proteção e viseiras para capacetes.

     A equipe agora está estudando a biodegradabilidade do material e contatando empresas que possam se interessar em licenciar a tecnologia.

     
    Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica – 10/10/2018

  • 09 de outubro, 2018

    Célula solar feita com spray chega a 22,4% de eficiência

     

    Célula solar em série

     

     Uma célula solar construída com a técnica simples de spray capturou mais energia da luz solar do que os painéis solares comerciais.

     A célula é fabricada pulverizando uma camada fina de perovskita – um composto barato de chumbo e iodo que vem-se mostrando muito eficiente na captação de energia da luz solar – sobre uma célula solar comercialmente disponível, conhecida como CIGS – iniciais dos elementos que a compõem (cobre, índio, gálio e selênio).

     A célula dupla resultante converteu 22,4% da energia recebida do Sol em eletricidade, um recorde na eficiência para uma célula solar in tandem (em série) usando esses materiais. O recorde anterior, estabelecido em 2015 por um grupo no Centro de Pesquisa Thomas Watson, da IBM, foi 10,9%.

     A taxa de eficiência alcançada é similar à das células solares de silício policristalino que atualmente dominam o mercado fotovoltaico.

     ”Com o nosso projeto de célula solar em série, estamos retirando energia de duas partes distintas do espectro solar sobre a mesma área do dispositivo. Isso aumenta a quantidade de energia gerada pela luz solar em comparação com a camada CIGS sozinha,” disse o professor Yang Yang, da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

     

    Esquema e protótipo da célula solar em série. [Imagem: Qifeng Han et al. - 10.1126/science.aat5055]

    Esquema e protótipo da célula solar em série. [Imagem: Qifeng Han et al. – 10.1126/science.aat5055]

    Rumo ao 30%
     

     A célula CIGS de base, que tem cerca de 2 micrômetros de espessura, absorve a luz solar e gera energia a uma taxa de 18,7% de eficiência. A adição da camada de perovskita de 1 micrômetro de espessura melhora sua eficiência assim como adicionar um turbocompressor a um motor de carro melhora seu desempenho.

     As duas camadas são unidas por uma interface em nanoescala que ajuda a elevar a tensão da célula, o que aumenta a quantidade de energia que ela pode exportar. E todo o conjunto fica em um substrato de vidro com cerca de 2 milímetros de espessura.

     Yang Yang afirma que células solares que usam o design de duas camadas podem se aproximar de 30% de eficiência na conversão de energia, e seu grupo está trabalhando rumo a esse objetivo.

     Outra vantagem é que a técnica de pulverização pode ser incorporada de forma fácil e barata nos processos de fabricação das células solares já existentes.

     

    Fonte:

    Redação do Site Inovação Tecnológica –  09/10/2018

    Bibliografia:

    High-performance perovskite/Cu(In,Ga)Se2 monolithic tandem solar cells
    Qifeng Han, Yao-Tsung Hsieh, Lei Meng, Jyh-Lih Wu, Pengyu Sun, En-Ping Yao,
    Sheng-Yung Chang, Sang-Hoon Bae, Takuya Kato, Veronica Bermudez, Yang Yang
    Science
    Vol.: 361, Issue 6405, pp. 904-908
    DOI: 10.1126/science.aat5055